terça-feira, 19 de abril de 2016

Caso de possível maus tratos em criança gera revolta em família teixeirense e funcionários do hospital infantil de Patos

Teixeirense Maria Aparecida- Mãe da Criança 
Fonte: Patos Online
O choro de Maria Aparecida Vitor de Sousa ao contar a história da sua filha, a pequena Ana, de apenas três anos, já causa indignação aos que lhe dão ouvidos. Aparecida relata que após a separação com seu ex-marido, Murilo Alves Guedes, a pequena Ana ficou sendo criada através da guarda compartilhada conforme determinação judicial, porém o seu ex-marido descumpriu o acordo e, literalmente, sumiu com a criança.
O ocorre que no dia 14 de abril, quinta-feira, a pequena Ana deu entrada no Hospital Infantil Noaldo Leite, em Patos, apresentando sangramento no ouvido. Os profissionais do hospital infantil, com experiência de vários anos na profissão, perceberam que a criança estava semexpressar afeto pela mulher que estava acompanhando. A mulher seria Ângela, que está casada atualmente com Murilo.
A própria mãe de Murilo, a senhora Maria do Desterro Alves, confessou a reportagem que não apoia que a criança seja criada pela madrasta, pois ela percebe que a pequena Ana pede para ser levada para junto da mãe e para ficar com ela que é avó. Maria do Desterro disse que desconfia que a criança vem sendo agredida pela madrasta. “A criança não quer ficar com ela, a madrasta. Disse até assim ‘mainha me leve, eu quero ir embora para onde tá titio Jardel e mainha’. Isso me doeu muito e eu chorei por que é meu sangue”, relata Maria que confessa que também não viu mais o filho.
“É um caso que requer bem cuidado de todos os profissionais e também da família da criança. É uma criança que está com o emocional completamente abalado. É uma criança que não interage com os cuidadores atuais. Os cuidadores ausentes à criança interagi, fala é comunicativa, porém com a presença deles ela muda completamente. A parte física a criança está com queda de cabelo e deu entrada com sangramento no nariz”, relatou uma enfermeira que teve contato com a criança. A profissional preferiu não se identificar.
Maria Aparecida, mãe da pequena Ana, disse que está se sentindo desamparada e tem medo do que possa vir acontecer com sua filha. Aparecida está solicitando mais apoio por parte dos Conselhos Tutelares da cidade de Patos e de Teixeira. A mãe está recebendo apoio da família do seu ex-marido e também do setor de assistência social do Hospital Infantil Noaldo Leite.
No início da tarde desta terça-feira, dia 19, a reportagem fez contato com o conselheiro tutelar José Oberto que está em viagem, mas disse que abraçará a causa e vai tomar as medidas cabíveis com apoio da justiça.


Teixeira em Foco

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