terça-feira, 29 de novembro de 2016

Pico do Jabre foi decretado como Unidade de Conservação, mas, nunca recebeu ações efetivas



Uma tragédia resultou em sérias consequências na fauna e flora no Pico do Jabre, localizado em Matureia. O local muito visitado por estudantes da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) - campus Patos e por admiradores da visão proporcionada devido à altura e pelos bichos e vegetação lá contidos, sofreu um grave incêndio que foi acompanhado pelos paraibanos através da imprensa.

Hoje, o Parque não possui controle de entrada e saída nem tão pouco oferece segurança. O que antes era uma vegetação verde e povoada por animais silvestres, depois do incêndio criminoso, tornou-se um local cinzento pelos efeitos do fogo.

A área queimada próximo ao topo do Pico do Jabre é objeto de estudo por parte dos acadêmicos de Ciências Biológicas da UFCG. Uma pesquisa realizada pela acadêmica Maria Eduarda de Araújo Almeida estuda ‘ecologia do lagarto’- estudo que tem como referência a vida de lagartos nas bromélias, planta nativa das Américas. 
Há nove meses a pesquisa foi iniciada, porém, após o incêndio no Pico ficou prejudicada.

“O que atrapalhou em si é que a gente não encontra mais o lagarto na área de estudo que é o topo, local onde cerca de 80% foi queimado. A Alternativa que a gente está buscando é encontrar área semelhantes que ocorra também o lagarto para eu dá continuidade ao meu trabalho”, explicou.

A acadêmica ainda esclareceu que o estudo objetiva, também, destacar a importância do Pico do Jabre que está atualmente sem ação governamental. “A área está totalmente aberta, há muito lixo, não há guarita, não delimita quem entra e quem sai do local”, denunciou. O trabalho de Maria Eduarda Almeida é acompanhado pelo professor, Marcelo Kokubum.

Em entrevista a TV Sol, a professora doutora Solange Kerpel, também reclamou que a área do Pico do Jabre, apesar de ter sido decretada, por três vezes, como Unidade de Conservação, nunca recebeu recursos para ser cuidado.

“Toda área que tem uma certa importância ecológica deveria, no mínimo, ser cuidada. Então, o Parque Estadual Pico do Jabre é uma área em que foi decretada por três vezes, como Unidade de Conservação, uma vez pelo município de Matureia e duas vezes pelo Governo do Estado. Só que nunca foi efetivado, os proprietários nunca receberam o retorno financeiro pelas áreas que eles tem dentro do Pico”, explicou.

Solange Kerpel garantiu que um grupo formado pela Sociedade Civil organizada está cobrando a proteção e efetivação do local.

Já a doutora em Ciências Florestais, Maria do Carmo, reclamou que não há engajamento por parte da população local. Ela citou que o motivo pode ser por desconhecimento da importância da área e como ela influencia, caso bem manejada e administrada, pode servir para a vida de todos.

As estudiosas não souberam precisar o tempo para recuperação da área atingida pelo fogo.

Fonte: Patos Verdade

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