Últimas Notícias

PF Cumpre mandados em Teixeira, cidades paraibanas e no Ceará. ESCUTE



O Ministério Público Federal (MPF) em Patos (PB) ajuizou ações cautelares penais e a Justiça deferiu 15 pedidos de prisão e 28, de busca e apreensão na Paraíba e no Ceará. As buscas estão sendo realizadas em residências e estabelecimentos comerciais dos dois estados, sendo oito em prefeituras paraibanas. Em todos os locais existem documentos e bens de interesse da investigação. O objetivo é impedir que o grupo criminoso inutilize ou destrua provas ou bens adquiridos com o proveito do crime.



A Operação Recidiva ocorre nesta quinta-feira (22) e está sendo deflagrada em parceria com a Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU). Os presos estão sendo encaminhados para a sede da PF em Patos.

Segundo o MPF, há inveterada reincidência, neste novo caso, de pessoas que já foram investigadas nas operações Desumanidade e Dublê, também ocorridas no âmbito da Procuradoria da República no Município (PRM) de Patos.

Bloqueio de bens – Além das sete prisões preventivas,das oito prisões temporárias e dos 28 mandados de busca e apreensão, o juiz da 14ª Vara da Justiça Federal deferiu o sequestro de todos os bens móveis e imóveis dos envolvidos, até o montante de R$ 2,3 milhões.

A investigação – A investigação de MPF, PF e CGU, que resultou na Operação Recidiva, reuniu elementos probatórios que indicam a existência de uma organização criminosa do colarinho branco, com o objetivo reiterado de fraudar licitações públicas em diversos municípios paraibanos, bem como do Ceará, de Pernambuco, de Alagoas e do Rio Grande do Norte, além de mascarar desvios de recursos públicos, lavar o dinheiro público desviado e fraudar os fiscos federal e estadual.

Segundo o MPF, os valores envolvidos nas fraudes realizadas entre 2015 e 2018 alcançam mais de R$ 20 milhões – relativos à execução de obras de construção civil.

Ainda de acordo com o MPF, alguns envolvidos “fazem do crime sua profissão e não se intimidaram em renovar seus esquemas ilícitos, mesmo quando já descobertos em duas outras oportunidades [operações Dublê e Desumanidade], recaindo novamente nas mesmas práticas criminosas”.

Nome da operação – Em Medicina, recidiva significa o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura. Já no Direito Penal, o termo significa recaída na mesma falta, no mesmo crime. Portanto, o nome da operação faz alusão à reincidência de envolvidos nas operações Dublê e Desumanidade.

Prisões – Processo 0805794-83.2018.4.05.8205
Busca e Apreensão – Processo 0805804-30.2018.4.05.8205
Sequestro de Bens – Processo 0805806-97.2018.4.05.8205

Escute abaixo a entrevista com o procurador:



 

Veja a lista com nomes dos presos na Operação Recidiva da PF

Prisão preventiva


Madson Fernandes Lustosa
Marcondes Edson  Lustosa Félix
Advogado Charles Willamis Braz
Dineudes Possidônio de Melo
Assis Cataduba
Ângelo Oliveira Nóbrega
Prisão temporária


Otávio Pires Lacerda Neto
Malena Kely Rodrigues
Ednaldo de Medeiros Nunes
José de Medeiros Batista
Nayane Moreira do Vale
Josinaldo da Silva Alvez
Sebastião Ferreira Tavares
Foragidos


Joilson Gomes da silva
Luís Felipe Diógenes Bezerra
MPF- PB e Portal Correio