sábado, 25 de abril de 2020

Jovem com Síndrome de Down supera coronavírus e deixa hospital em SP após 17 dias de tratamento


A estudante Marianne Medeiros Tudeia, de 20 anos, portadora da Síndrome de Down, recebeu alta hospitalar após ser diagnosticada com coronavírus. Ela passou 17 dias no Hospital do Servidor Público, em São Paulo, sendo dez deles na UTI. Veja vídeo.

A jovem deixou o hospital fazendo brincadeiras, poses e ganhando aplausos da equipe médica.

Segundo o Ministério da Saúde, pessoas com Síndrome de Down fazem parte do grupo de risco para a doença.

Marianne celebrou o retorno para casa e contou que a parte mais difícil do processo foi superar o isolamento da família. “Foi muito difícil”, atesta.

Lídia Aparecida de Medeiros Tudeia, mãe de Marianne, disse que a filha chegou a sair pelo corredor do hospital dizendo que não queria ficar sozinha. “Ela saiu do isolamento pelo corredor gritando: eu quero a minha mãe, mãe”, recorda.

Após o pedido, o hospital autorizou a presença de um acompanhante. A mãe de Marianne pode ficar com a filha quando a jovem já tinha deixado a UTI e estava em recuperação no quarto.

Lídia também relata que o susto da descoberta da doença. Segundo ela, os primeiros sintomas apareceram no dia 24 de março, logo após Marianne celebrar duas décadas de vida. Com tosse e cansaço, a família procurou atendimento médico. “Achei que ela estava triste por conta do aniversário [por não poder comemorar] dela, não achei que era Covid”. Uma semana depois, com a permanência dos sintomas, Marianne foi internada.

Casos da doença

O número de mortes por coronavírus no estado de São Paulo subiu para 1.134 pessoas nesta quarta-feira (22), segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Já são 15.914 casos confirmados da doença no estado. Nas últimas 24 horas foram 141 novas mortes e 529 novos casos confirmados da doença nos municípios paulistas.

No estado, 241 municípios têm pelo menos um caso confirmado da doença e 100 cidades já registraram pelo menos uma morte. Sete deles possuem mais que dez óbitos (Guarulhos, Osasco, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sorocaba), sendo a maior concentração na capital, com 778 mortes.

A taxa geral de ocupação nas UTIs do estado é de 55,3%. Na enfermaria, é de 63%. Na Grande São Paulo, a taxa de ocupação em UTIs é de 73,7% e nas enfermarias é de 63%.

Vários hospitais de referência já estão com o sistema sobrecarregado. A taxa de ocupação das UTIs dos hospitais mais procurados na capital varia de 60%, percentual registrado no Hospital Geral da Itapevi, a 93%, valor verificado na UTI do Hospital Emílio Ribas, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

De acordo com a Secretaria de Saúde, há cerca de 6 mil pacientes, suspeitos e confirmados, internados em UTI e enfermarias de hospitais de São Paulo.

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