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MPF, MPT, secretarias e hospitais da PB alertam sobre risco de colapso no sistema de saúde

MPF, MPT, secretarias e hospitais da PB alertam sobre risco de colapso no sistema de saúde- foto: CRM-PB/ Divulgação
Uma carta aberta à população paraibana foi divulgada nesta quinta-feira (21) e alerta sobre o risco de colapso do sistema de saúde no estado. O documento foi assinado por Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho, secretarias de Saúde da Paraíba e de João Pessoa e hospitais particulares.


De acordo com a carta, as entidades estão preocupadas com o avanço da pandemia na Paraíba, especialmente na região metropolitana de João Pessoa, e com o progressivo esgotamento da capacidade da rede hospitalar pública e privada dedicada ao tratamento da doença.

Segundo o documento:

A 1ª macrorregião de saúde do estado, sediada em João Pessoa, possui 83% dos leitos de UTI e 58% leitos de enfermaria ocupados.
A 2ª macrorregião, com sede em Campina Grande, tem 48% dos leitos de UTI e 56% dos leitos de enfermaria ocupados.
A 3ª macrorregião, em Patos, tem 38% e 47% de ocupação dos leitos de UTI e de enfermaria, respectivamente.

Em carta aberta, rede pública da PB e hospitais particulares de João Pessoa mostram número de ocupação — Foto: Reprodução/MPF
Já na rede hospitalar particular de João Pessoa, os números de ocupação são maiores. De acordo com documento, o hospital Nossa Senhora das Neves tem 70% de ocupação dos leitos de UTI, os hospitais Unimed e Memorial São Francisco contam com as taxas de ocupação de 85% e 90%, respectivamente.

Na carta, as entidades ressaltam a necessidade de respeito às medidas de contenção de propagação do novo coronavírus recomendadas pela comunidade científica, adotadas pelo Estado da Paraíba e e municípios, os quais seguem as diretrizes preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e promovem o isolamento horizontal.

"Em meio aos desafios e hipóteses que ainda cercam a pandemia de Covid-19, está claro que o isolamento social rigoroso é a ação mais eficaz para evitar a rápida disseminação da doença e o consequente colapso do sistema de saúde, tanto da rede pública quanto da rede privada", diz trecho da carta.

No texto, também é destacada a união de esforços de toda a população, inclusive para rebater condutas de desrespeito às medidas de prevenção. De acordo com o documento, o momento é crucial, e ainda há tempo de se evitar o colapso do sistema de saúde e atenuar número de mortes se o isolamento for respeitado.