sexta-feira, 15 de maio de 2020

Polêmica marca debate sobre projeto que descontaria um salário minimo do subsidio dos vereadores de Teixeira


Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Teixeira, realizada no dia de ontem (14), o grupo de vereadores composto por Kay France, Almir Julião, Galego de Lô, Nilda Lira, Ellison Queiroz e Ederivaldo, esvaziaram o plenário acusando o Presidente da casa Inês Cordeiro, Valone Dias, de comportamento autoritário e intransigente na condução dos trabalhos do legislativo. 


A polêmica se iniciou com retirada da emenda de autoria do vereador Ellison, que disciplinava pelo projeto que descontaria um salário minimo do subsidio de cada vereador de Teixeira, com intuito de reverter esses valores para projetos sociais das igrejas da cidade.

A emenda em questão defendia redução de gastos da câmara como diárias, assessorias, alimentação, benéfico extra do Presidente da mesa diretora, entre outros gastos, que somaria um valor superior aos descontos no subsidio dos vereadores, e que seriam destinados ao Fundo Municipal de Saúde e de Assistência Social. 

A Vereadora Kay France, afirmou que isso é uma forma de retaliação aos seus questionamentos sobre o gasto de R$ 3.500 para dedetização do prédio a câmara mesmo ela se encontrando fechada, e cerca de R$4.000 em combustível no período de recesso parlamentar, além da troca de finalidade de um veiculo comprado pela câmara no intuito de prestar assistência de saúde aos munícipes .
kay ainda afirmou que o único intuito do vereador seria se autopromover, uma vez que é pré-candidato a Prefeito, e que teria rejeitado a emenda pelo fato de lhe atingir com a diminuição de diárias, inclusive com corte no seu subsidio como Presidente, entre outras benesses, e que nenhum vereador votou contra o projeto, uma vez que em protesto a postura da mesa, seis vereadores se retiraram do plenário. 

Segundo a vereadora Nilda Lira, cada vereador tem uma realidade financeira diferente, e que muitos dos colegas parlamentares gastam até mais que isso com assistência a população, e que com o contingenciamento de gastos do poder legislativo, que está previsto na emenda o montante a ser destinado ao enfreamento da pandemia seria bem superior. 

Ao usar a tribuna, o vereador Almir Julião defendeu a unidade dos 06 vereadores, e que todos votariam a favor do projeto com a emenda modificativa, não só esse projeto mas qualquer um outro que favor do povo de Teixeira. 

O vereador Francisco de Assis Amorim afirmou que o projeto apresentado por Valone seria politico, e cobrou esclarecimentos do Governo Municipal quanto ao uso dos recursos destinados para o combate ao Coronavírus, que chega a R$ 1.431.232,95, e que precisam ser usados na compra de EPI (Equipamento de proteção individual), campanhas de conscientização e assistência as vitimas do Covid-19. 

O vereador Ederivaldo defendeu sua gestão dizendo ter tido as 04 contas aprovadas pelo TCE/PB e que o projeto apresentado pelo Vereador Valone era um projeto politiqueiro e em retaliação aos 06 vereadores de oposição que estavam querendo fiscalizar o dinheiro e gastos públicos, e que a emenda apresentada tornaria o projeto mais justo e seria aprovado por unanimidade. 

Por fim, o vereador-presidente Valone Dias, afirmou que está tranquilo e que não irão conseguir manchar sua imagem, que o seu desejo com esse projeto era ajudar os que mais precisam nesse momento de calamidade publica, uma vez que pouco mais de R$ 90,000,00 dos recursos para combate ao Coronavírus foram depositados nos cofres público, ele também disse que os gastos questionados são todos legais, e desafiou abertura de CPI (Comissão parlamentar de inquérito) para analisar suas contas e as contas das ultimas gestões de mesa diretora.

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