domingo, 10 de maio de 2020

Por conta da trombofilia, advogada de Teixeira teve que usar mais de 200 injeções durante gravidez para realizar sonho de ser mãe: "tomaria todas de novo por amor a minha filha"


Uma história marcada pela dor da perda e a alegria da maternidade. Assim, se resume o caminho percorrido pela advogada Maria Madalena Santos Sousa Amorim, de 44 anos, da cidade de Teixeira, no Sertão da Paraíba no desejo de ser mãe. 



Em 2015, duas tentativas, ambas com gravidez ectópica encontrando-se com hemorragia interna. Sobreviver, ali, era a única coisa que poderia ser escolhido. Foi então, que Madá Amorim, como é conhecida, descobriu que seu sonho só seria possível por fertilização in vitro, as conhecidas FIV. 

No ano seguinte, foi feito, então, a primeira fertilização in vitro. Devido a insuficiência istmocervical a criança nasce prematura de apenas 24 semanas. Catarina, nome escolhido para o bebê passa 45 dias internada na UTI Neonatal da Unimed, em João Pessoa, mas não resiste devido à prematuridade. 

"Catarina estava bem e saudável dentro de mim. Após o nascimento prematuro, passamos 45 dias intensos de muitas orações, sofrimento, alegrias, amor e aprendizado, mas, os desígnios de Deus só a ele pertencem, e ela nos deixou". 

Mesmo com o sofrimento da perda, Madá não desistiu. Através de uma amiga, ela conhece uma médica especialista em reprodução humana que atendia em Natal-RN. 

"Me recordo como hoje, o dia que encontramos Drª Maria Luísa, uma mulher competente, doce, segura, atenta e, acima de tudo, comprometida por dom e amor. Era a esperança que reacendia em nós". 

No final de 2018, após inúmeros exames, medicações e cuidados, Madá descobre da pouca reserva ovariana, da trombofilia e da insuficiência istmocervical, porém tenta novamente. Foi realizado mais uma fertilização in vitro, contudo, o corpo da mãe sonhadora não reagia bem. Endométrio não respondia, após alguns meses na espera do endométrio ideal a transferência, porém, resultado negativo. O mundo desabou novamente para a advogada. 

“Emergirmos graças a Drª Maria Luisa, que não nos permitiu esmorecer e desistir. Lembro bem de quando a perguntei se acreditava que eu conseguiria, foi diante sua resposta que as forças se renovaram” 

Ainda em 2018, foi dado início a segunda FIV, e para a surpresa da advogada teixeirense, pela primeira vez ela conseguiu três blastos. Quanta alegria ao casal e a médica, que para eles havia se tornando um anjo. 

Tudo estava dando muito certo. A esperança havia se renovado, a criança crescia, e em novembro de 2019, Madá consegue dar a luz e ter em seus braços a bebê Maria Laura. 

Para a gravidez ser um sucesso, Madá teve que usar mais de 200 injeções, sendo uma por dia, sem contar as mais 40 injeções de hormônio que também precisou usar durante a gestação. 

Persistência, cuidado e acima de tudo amor esses foram os adjetivos mais usados durante o processo. 

Hoje com cinco meses, Maria Laura, filha do casal Madá e Juninho de Inacinho, como é conhecido, cresce sadia em idade e sabedoria. 

Madá afirma que tudo não seria possível se não fosse sua fé, a união familiar e a confiança no trabalho dos médicos. 

“Tudo se transformou em conjunto para que hoje minha filha estivesse comigo. Minha fé, meus familiares e acima de tudo o trabalho dos médicos. Sou grata a Nossa Senhora pela intercessão e por ter me concedido o dom de ser mãe. Quero a partir de minha história dar exemplo de afeto e amor para todas as mães de Teixeira e do mundo”, concluiu a advogada.







Teixeira em Foco- teixeiraemfoco1@gmail.com

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